Autoconsumo remoto: como dividir a energia solar com outros imóveis
Nem sempre o melhor telhado está no imóvel que mais consome. Com o autoconsumo remoto, você gera energia em um lugar e usa os créditos para abater a conta de outros.
Como funciona
O sistema solar fica instalado em um imóvel, por exemplo a sua casa, que tem um telhado grande e bem orientado. A energia que sobra vira crédito na Copel, e esses créditos podem ser distribuídos para outras contas de luz. É assim que muita gente divide a energia com a casa dos pais, com o próprio comércio ou com uma propriedade rural.
As regras
- Mesmo titular. Todas as unidades precisam estar no mesmo CPF ou no mesmo CNPJ. Se a conta da casa dos pais está no nome deles, é preciso transferir a titularidade antes.
- Mesma distribuidora. Gerador e consumidores precisam estar na área da mesma concessionária, aqui no Paraná a Copel.
- Você define a divisão. O rateio é feito em percentual, por exemplo 50% para sua casa, 30% para a casa dos pais e 20% para o comércio. Dá para ajustar depois, se o consumo mudar.
- Os créditos duram 60 meses. O que sobrar em um mês fica guardado para os meses de menor geração.
Quando vale a pena
O autoconsumo remoto faz sentido quando um imóvel tem espaço e boa incidência de sol, e outro não. Exemplos comuns:
- Apartamento ou casa com telhado pequeno e sombreado, e uma chácara com área livre.
- Comércio em prédio alugado, onde não é possível instalar, e a casa do dono com telhado próprio.
- Família que quer reduzir a conta dos pais aposentados sem instalar dois sistemas.
Quem cuida da papelada
O pedido de rateio é feito junto à Copel no processo de homologação. A Resize prepara o projeto já com a lista de unidades e os percentuais, e acompanha até a energia começar a ser compensada em cada conta.
Quer saber quanto o seu imóvel pode gerar?
A Resize calcula a geração mês a mês para o seu telhado e mostra a economia real, já com as regras da Copel.